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«Overboard» (Pela Borda Fora) por Ilana Oliveira

Protagonizado por Anna Farris, Pela Borda Fora é uma comédia inapta para gargalhadas. O remake da obra homônima de 1987 tenta renovar-se e não repetir as mesmas falhas do original, que fora realizado por Garry Marshall – o mesmo do aclamado Pretty Woman – que, apesar de sua qualidade técnica, era construído sobre piadas sexistas, gordofóbicas e preconceituosas de um modo geral.

O realizador Rob Greenberg decide inverter os papéis e colocar um homem, Leonardo Montenegro, como o personagem rico que sofre de amnésia. Como antagonista temos Kate Sullivan, papel de Anna Farris, a mãe de três filhas que se desdobra em 3 trabalhos diferentes para poder sustentar sua casa.

A premissa é a mesma, após um acidente a bordo no seu iate, Montenegro perde a memória e é resgatado no hospital por Kate, com a ideia de fazê-lo pagar pelos maus tratos após um trabalho de limpeza finalizado no barco. Um dos vários problemas da obra encontra-se aqui, em que nível seria efetivo apenas reverter o sexo de suas personagens, porém, citar igualmente frases cruciais do argumento do seu cânone?

Diferença visível, também entre as duas versões, baseia-se no elenco de cada um dos filmes, Anna Farris e Eugenio Derbez formam uma dupla de caricatos que não convence. Os trabalhos de interpretação de Goldie Hawn e Kurt Russel ficam anos-luz à frente dos seus derivados, e o elenco de apoio da versão de 2018 não expressa nenhuma vontade em concretizar uma boa atuação. A equipa de crianças é agraciado, porém, pela presença de Payton Lepinski, que esbanja carisma.

Pela Borda Fora (a de 1987) é um filme que não necessitava de remake, assim sendo, o seu descendente, o faz de maneira vulgar, aproveitadora e superficial em relação a discussões socialmente e politicamente importantes. Ou seja, um filme desnecessário.

Ilana Oliveira



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